Objeto paramétrico — Proposta

Como resposta às problemáticas apresentadas da Praça Doutor Prado, foi pensado um objeto semelhante a um carrinho que corre quando alguém projeta uma sombra sobre ele. Além disso, é possível a interação por meio de movimentos pantográficos.

Prancha para corte a laser
Circuito eletrônico

Seminário de Design de Interação

Para exemplificar o conceito de Design de Interação, foram escolhidos dois artistas que fazem esse tipo de trabalho. O primeiro foi o Zimoun, conhecido por trabalhar com materiais bastante utilizados no cotidiano e em indústrias, e a obra selecionada foi "150 prepared dc-motors, 270 kg wood, 210 m string wire". Além de Zimoun, outro artista escolhido foi Patrick Shearn e sua obra "Liquid Shard". Para o debate acerca do tema, o grupo elaborou a seguinte pergunta: como alcançar a virtualidade sem atingir os extremos (digital, caixas branca e preta, interação guiada)?

Estratégias de Apropriação do Espaço com o Corpo

Ao contrário do que pode parecer, o parkour não é um esporte, e sim uma técnica que usa as habilidades do ser humano para ir de um lugar a outro da forma mais eficiente. Não se sabe ao certo como surgiu, mas tudo indica que foi criado pelo francês David Belle, no fim dos anos 90. A ocupação do espaço pelos traceurs — como são chamados os praticantes — acontece pela transposição de obstáculos em manobras muitas vezes vistas como perigosas, como a escalada de muros, equilíbrio em corrimãos e saltos sobre grandes vãos. Assim como o parkour, a deriva opõe-se ao reconhecimento cotidiano do espaço, através de uma prática critica junto a roteiros calculados aleatoriamente — o praticante sai de determinado local e propõe determinado roteiro sem saber a que ponto irá chegar, seguindo os parâmetros estabelecidos — e porque escolhemos determinados locais para transitar ou nos acomodar no ambiente urbano, e não outros. O flaneur diz respeito à pratica de perambular pela cidade sem objetivo aparente, mas que observa o espaço ao redor, as pessoas, e o que ali ocorre. Para Baudelaire, o flaneur procura observar sob outra perspectiva, detalhadamente, as ruas, becos, pontes, por onde passa, a fim de experimentá-la, carregando consigo, também, forte sentimento sob esse olhar. Criado por meio da internet, o rolezinho diz respeito a encontros de jovens em shoppings principalmente. Muitos frequentadores desses locais se opuseram ao movimento após notícias de roubos e depredações, porém o rolezinho ainda pode ser considerado um reflexo da desigualdade racial e econômica brasileira. Já os flashmobs são performances grupais feitas em locais com grande fluxo de pessoas por meio de ações inusitadas. Esse movimento, muitas vezes, é utilizado para mobilizar o público ao seu redor e passar uma mensagem para este. Por fim, o skateboarding nada mais é do que a apropriação do espaço por pessoas que praticam esse esporte, que foi inicialmente criado por surfista que queriam reproduzir as manobras do surf nas ruas.

Objeto interativo programático

A partir da união de fone de ouvido, microfone, camiseta de banda e palheta de violão, foi criado um objeto interativo programático com as seguintes características: uma esfera revestida de tecido com quatro pequenas varetas presas a objetos metálicos, de forma que produzem sons de percussão à medida em que são agitadas.


Primeira maquete do objeto




Crítica ao Croqui de Carlos Victor




Observando o croqui de Carlos é fácil identificar o ambiente retratado devido à riqueza de detalhes apresentados. Os pontos de fuga são bem definidos, no entanto, a estrutura lateral do Diretório Acadêmico parece desproporcional ao andar superior, dando a impressão de que ambos não são paralelos. O uso da aquarela foi interessante para destacar os elementos do ambiente, deixando o prédio principal em evidência em relação ao lateral. Por fim, o enquadramento do croqui foi bem feito e, apesar da parte superior não conter elementos feitos à caneta, o uso da aquarela azul deixa o respiro proporcional em relação à parte inferior.

Croquis — Escola de Arquitetura

Ao analisar o espaço da Escola de Arquitetura e Design, foram escolhidos quatro espaços distintos para a realização de croquis de observação, sendo eles: pátio interno, hall da escola, pátio externo e mezanino.







A polarização na arquitetura

Na linguagem binária os únicos algarismos utilizados são 0 e 1 e, apesar do minimalismo, todo o restante é criado a partir desses dois pólos. Atualmente há na nossa sociedade, assim como na informática, uma grande polarização, seja em aspectos políticos, nas discussões de gênero ou até mesmo na divisão das cidades para a segregação entre pobres e ricos. Na arquitetura podemos apontar dois extremos: o clássico e o moderno. É fácil identificar nas cidades quais estruturas são contemporâneas e quais foram erguidas em outros séculos. Em locais com grande carga histórica como a cidade de Ouro Preto a arquitetura clássica é marcante e quase não encontramos construções mais modernas, o que contrasta com a cidade de São Paulo, por exemplo, onde esses valores são invertidos. Em alguns centros urbanos, como o Rio de Janeiro e até mesmo alguns bairros de Belo Horizonte, essa polarização faz-se menos evidente e o moderno se mescla com o clássico. Deve-se, portanto, tentar minimizar essa grande polarização sem deixar de guardar, estudar e valorizar os elementos do passado.

A diferença entre roupa e arquitetura

A arquitetura, assim como a roupa, foi concebida com o propósito de proteção e delimitação do espaço, além de ambas terem sido criação do ser humano. Dessa forma, é possível notar que há certas similaridades entre as duas e, à medida que a reflexão se amplia, torna-se cada vez mais difícil apontar as suas diferenças. No meu ponto de vista, a distinção entre as duas ocorre na informação que cada uma transmite e quem é o alvo dessa mensagem. Enquanto a roupa comunica algo mais pessoal, a arquitetura busca uma maior interação socioespacial. A vestimenta possui uma facilidade enorme de transmitir os aspectos pessoais de quem a usa, algo que a arquitetura também faz, porém com menor intensidade, visto que nela é preciso também avaliar os aspectos coletivos e espaciais.

"Animação Cultural"

Um dos pontos mais notáveis da reunião dos objetos é a menção do mito que provocou a Revolução: aquele em que o homem teria surgido de um simples objeto de barro, o que faz com que ele se torne equivalente a todos os outros objetos existentes, tornando possível que eles também se tornem dominadores. Outro tópico importante, portanto, é o objetivo da Revolução: a desvalorização da cultura, vista como um conjunto de "bens" e que coloca os objetos em posição vulnerável em relação aos seres humanos. Dessa forma, pode-se trazer a essência do texto para a nossa realidade e assim rever o nosso conceito de cultura e da relação homem-objeto. Como mencionado pelos colegas, a inversão da relação homem-objeto já está em curso e um dos exemplos mais evidentes é o aspecto dominante que as tecnologias — principalmente os smartphones — exercem em nossas vidas. Além disso, foi citada a desvalorização do senso crítico trazida por essas tecnologias, o que acaba provocando a supervalorização dos pensamentos coletivos em detrimento dos individuais.